Palestrantes Internacionais

Hideichi Tamegaya

Hideichi Tamegaya introduziu a tecnologia de Computação Gráfica (CG) na produção de programas de radiodifusão, em 1981. Ele desenvolveu sistemas de CG bastante avançados para a produção de programas de TV. Projetou um novo conceito de metodologia de produção, a "Paleta Eletrônica", para integrar HDTV e tecnologias digitais na produção de filmes. O conceito foi apresentado a Hollywood e outras indústrias de imagem. Uniu-se à Media International Corporation (MIC), em 1991, na qual ele vem prestando consultoria técnica nacional e internacionalmente em produção HDTV com computação gráfica. Ele viabilizou o uso pioneiro de uma câmera HDTV em uma nave espacial, em 1998. Prestou serviços em várias comissões de pesquisa e conselhos do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, do Ministério da Economia, Comércio e Indústria e o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia. Atualmente, trabalha para promoção e desenvolvimento da indústria de conteúdo digital. Tamegaya é membro das seguintes associações: ACM-SIGGRARH, The Japan Society of Image Arts and Sciences, The Motion Picture and Television Engineering Society of Japan, The Institute of Image Information and Television Engineers e The Japan Virtual Reality Society.

Pesquisa em Acessibilidade da Televisão Digital Terrestre

A televisão deve ser desfrutada por todos. Os programas de televisão devem transmitir informações para a segurança, crescimento e entretenimento de todos, com pouca ou nenhuma barreira de acesso. Os sistemas tradicionais de televisão possuem dificuldades técnicas que impediam a implementação de serviços universais para pessoas com deficiência visual ou auditiva, como o closed captioning, tradução em língua de sinais e audiodescrição. A evolução da tecnologia digital tornou esses serviços possíveis com a Televisão Digital Terrestre, além de melhorar a qualidade de som e imagem. Esta palestra apresentará a discussão de um design universal e da acessibilidade nos serviços de radiodifusão de Televisão Digital Terrestre, sob o ponto de vista da convergência entre arte e tecnologia.


Kazumasa Enami

Dr. Kazumasa Enami se formou no Instituto de Tecnologia de Tóquio (Tokyo Institute of Technology), em 1971. Neste mesmo ano, começou a colaborar com a NHK, a maior emissora de TV do Japão. A partir de 1974, passou a trabalhar para o Laboratório de Ciência e Pesquisa Tecnológica do NHK. Ele tem se empenhado na pesquisa sobre processamento de sinal de vídeo, computação paralela e tecnologia de produção de conteúdo. Foi nomeado diretor-geral do Laboratório de Ciência e Pesquisa Tecnológica da NHK em 2004, promovendo Super Hi-Vision, 8K UDTV e outras linhas de pesquisa. Em 2006, passou a integrar o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação do Japão (NICT). Como diretor executivo do Centro Universal de Pesquisa de Mídia no NICT, ele conduziu projetos de pesquisa em sistemas de comunicações ultrarrealistas, incluindo 3D-TV, supersom surround e cinco tecnologias de Transmissão de Sentidos. Ele também foi diretor-geral da Keihanna Research Laboratories do NICT, localizado em Kyoto até 2010. Atualmente, é vice-presidente do NICT. Foi também vice-presidente do Instituto de Informações da Imagem e Engenheiros de Televisão (ITE), e agora é vice-presidente da Sociedade de Realidade Virtual do Japão. É, ainda, doutor em Engenharia e, atualmente, membro da IEEE e presidente do Comitê de Planejamento e Promoção do Fórum Comunicações Ultrarrealistas.

Comunicações Ultra-realistas no NICT

As comunicações ultrarrealistas serão a próxima geração de sistemas de comunicações. Quebrando os paradigmas atuais, elas oferecerão telepresença de maneira altamente realista. O conjunto de tecnologias para possibilitar esta nova forma de comunicação é extenso e inclui ultra-alta definição, imagens tridimensionais, reprodução de som envolvente (surround) altamente realista e comunicação multissensorial (que inclui o tato e o olfato). O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Japão (NTIC) está pesquisando tecnologias ultrarrealistas de comunicação que fornecerão informações naturais e reais para todos. As principais linhas de pesquisa são: vídeo 3D holográfico, super 3D com múltiplas vistas sem uso de óculos (autoestereoscópicos) e sistemas de áudio envolvente avançados. Também estão sendo investigados os requisitos necessários para sistemas ultrarrealistas sob o ponto de vista do processamento de informações. Sistemas de comunicação ultrarrealistas requerem o processamento de uma quantidade muito grande de dados. Por exemplo, a taxa de dados de Super Hi-Vision é 72Gbps, já a de super multivisualização de vídeo 3D é mais do que 200Gbps e a de vídeo holografia eletrônica é mais do que várias centenas de Tbps. Desta forma, algoritmos de codificação de vídeo eficiente são necessários para as comunicações ultrarrealistas.


Kenichi Murayama

Kenichi Murayama se formou em Engenharia Mecânica pela Universidade de Niigata, no Japão, e obteve grau de mestre na mesma Universidade. Juntou-se à NHK (Japan Broadcasting Corporation) em 2002. De 2002 a 2008, trabalhou no Departamento de Administração de Engenharia da NHK / Centro de Engenharia de Recepção, Transmissão e Audiência. A partir de 2008, passou a trabalhar no Laboratório de Ciência e Pesquisa em Tecnologia, onde tem se empenhado na pesquisa e desenvolvimento relacionados à radiodifusão digital terrestre. Além disso, ele é um membro da ITE.

Tecnologias de grande capacidade de transmissão para a próxima geração do ISDB-T

A NHK está pesquisando e desenvolvendo o Super Hi-Vision para uma próxima geração do sistema de transmissão de ultra-alta definição. Estudam, em particular, as tecnologias de grande capacidade de transmissão de extensos volumes de dados para prestação de serviços a residências na próxima geração da radiodifusão. Como parte desse estudo, desenvolvemos uma tecnologia-chave de transmissão de grande capacidade, tendo sido realizados testes em campo bem sucedidos, chegando à transmissão 79 Mbps em um único canal de 6 MHz (cerca de 4 vezes mais do que é transmitido hoje). Este sistema faz uso de OFDM de ultramúltiplos níveis e tecnologias MIMO dual-polarizadas. O OFDM de ultramúltiplos níveis aumenta a capacidade de transmissão através do alargamento do esquema de modulação de portadoras para 4096QAM. Já a tecnologia MIMO dual-polarizada utiliza sinais piloto para realizar desmultiplexação polarizada, tornando possível a transmissão de sinais horizontais e verticais ao mesmo tempo. Nesta palestra, serão apresentadas essas duas tecnologias e os resultados experimentais obtidos utilizando um protótipo.


Koji Suginuma

Koji Suginuma obteve seu grau de mestre em Engenharia em 1987, pela Universidade de Comunicações Eletrônicas de Tóquio, Japão, e seu grau de doutor em Engenharia Elétrica e da Computação em 1998, pela Universidade da Califórnia, em Irvine, Califórnia, Estados Unidos. Entrou para a Sony Corporation em 1998 como pesquisador de arquitetura de computadores. Realizou pesquisas e desenvolvimentos em comunicações por satélite, sistemas de servidores domésticos e equipamentos de computação ubiqua. Possui 13 patentes no Japão e nos Estados Unidos. Está envolvido com computação gráfica desde 1977, sendo considerado uma testemunha ocular do surgimento da indústria da computação gráfica no Japão. Seus interesses em pesquisa são arquitetura de computadores para computação de alta performance, sistema de posicionamento em ambientes indoor para computação ubíqua e computação vestível. Atualmente, é conferencista da Escola de Tecnologia Industrial da Universidade de Nihon, no Japão. É autor com status editorial no Eizo Shimbun (Periódico de Comunicação Visual). Dr. Suginuma é membro da ACM, IEEE, SID, SMPTE e ITE.

TV em Super Alta Definição: você pode esperar por ela?

Esta palestra analisa o uso de sistemas 4K na área não profissional. A televisão em alta definição (HDTV) ocupa papel fundamental na radiodifusão do século XXI. A HDTV não é mais um luxo, mas sim um item do cotidiano. A HDTV tem um caráter fascinante, sendo uma opção sem volta: tendo assistido a TV em alta definição não há volta para o sistema em definição padrão, devido à incrível melhora de qualidade. Apesar de a próxima geração de tecnologia de radiodifusão já estar em desenvolvimento em um ritmo extremamente acelerado no Japão, vai demorar muito tempo até o padrão estar finalizado e implementado. Enquanto isso, câmeras com resolução 4K estão se proliferando na área de cinema digital. A indústria está agora voltando sua atenção para as aplicações da resolução 4K em ambiente doméstico. TVs com 4K podem mudar, acima de tudo, o modo como interagimos com a informação. Devido a problemas relacionados à padronização, as transmissões televisivas em 4K pelo ar ainda devem demorar para começar. No entanto, já é possível a transmissão de conteúdos em 4K por meio de serviços cabeados e outros métodos. Esta apresentação descreverá o estado atual das tecnologias 4K e lançará um olhar sobre aplicações futuras.


Shigeyuki Sakazawa

Shigeyuki Sakazawa é bacharel, mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de Kobe, obtendo os títulos respectivamente nos anos de 1990, 1992 e 2005. Começou a trabalhar para a Kokusai Denshin Denwa (KDD) Co. Ltd. em 1992, começando pela Divisão de P&D, e hoje ocupa a posição de diretor do Media Solutions Laboratory (Laboratório de Soluções de Mídia) da KDDI R&D Laboratories Inc., na cidade de Saitama, Japão. Seus interesses atuais de pesquisa incluem codificação de vídeo, sistemas de comunicação de vídeo, reconhecimento de imagem e geração de vídeo em Computação Gráfica. Atua como relator da ITU-T SG9 e está ativamente envolvido na padronização internacional dos serviços avançados de vídeo.

Codificando, avaliando e mais...

Nesta apresentação, Dr. Sakazawa demonstra o estado de arte de tecnologias de vídeo compressão, avaliação de qualidade e novos aplicativos de vídeo. Compressão de vídeo tem sido uma tecnologia-chave para radiodifusão, mídia agrupada e streaming de multimídia. A tecnologia ainda está em desenvolvimento para atingir maior taxa de compressão, uma vez que futuros modelos de vídeo avançados em mídias, tais como Super Hi-Vision e vídeos com multivisualização possuem um volume muito grande de dados e exigem compressão altamente eficiente. Por outro lado, a compressão de vídeo acarreta na degradação da qualidade de imagem, requerendo avaliação, a fim de manter a qualidade dos serviços. Na apresentação, será demonstrada uma tecnologia de avaliação automática para analisar a qualidade de percepção humana. Por fim, será introduzido o Free Viewpoint Video, um novo aplicativo de vídeo que permite que o público selecione qualquer ponto de vista na cena. Um dos pontos de vida mais emocionantes é o do gramado numa partida de futebol.

Palestrantes

Altamiro Amadeu Susin

Altamiro Amadeu Susin é formado engenheiro eletricista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil, em 1972; mestre em Informática pela UFRGS, em 1977; engenheiro doutor em Microeletrônica pelo Instituto Nacional Politécnico de Grenoble, França, em 1981 e pós-doutor pela McGill University, Montreal, Canadá, em 1998. Foi programador de computador em 1968, analista de sistema de processamento de dados até 1973 e professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos de 1973 a 1975. Desde 1975 até os dias atuais atua como Professor Titular do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRGS, em tempo integral. É cofundador de dois Centros de Processamento de Dados de Universidade e de três programas de pós-graduação: Informática Industrial na Universidade Federal do Paraná, Engenharia Elétrica na Escola de Engenharia da UFRGS e Microeletrônica como um programa multidisciplinar na UFRGS. É, também, Fundador do Grupo de Microeletrônica da UFRGS (1981) e cofundador, ex-vice-presidente e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Microeletrônica (SBMicro).

Tecnologia avançada de codecs de áudio e vídeo para SBTVD

Nesta palestra será apresentada a Rede H.264, financiada pela FINEP, uma agência de financiamento de pesquisas. A Rede conecta doze grupos de diversas universidades no desenvolvimento de codecs de áudio e vídeo, de arquitetura de set top box (STB) e para transcodificadores de MPEG2-H.264. O codificador de vídeos H.264/AVC está sendo desenvolvido em três arquiteturas diferentes, uma delas usa hardware reconfigurável para codificar o vídeo em tempo real. Temos também projetos em codificação de vídeo escalável, codificação de stereo video e Joint Multview Video Model (Modelo de Multi-Visualização Conjunta) e melhorias no padrão H.264. Os codecs de áudio em AAC foram desenvolvidos usando processadores DSP e os decodificadores estão conectados ao STB. O decodificador de H.264 foi desenvolvido e opera em FPGA e é capaz decodificar transmissões de vídeo em tempo real.


Celso S. Kurashima

Celso Kurashima obteve o grau de doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (USP), em 2005. Atualmente, é docente da Universidade Federal do ABC (UFABC), Santo André, SP. Possui experiência na área de Engenharia Elétrica, Telecomunicações, Processamento Gráfico, e Visão Computacional. Trabalhou na NEC do Brasil por mais de dez anos como engenheiro de desenvolvimento. Foi pesquisador visitante na Tokyo Institute of Technology (Titech), Japão, em 1990-1992, e na University of North Carolina at Chapel Hill (UNC-CH), EUA, em 2001 e 2002. Seus interesses de pesquisa incluem comunicações visuais imersivas, tecnologias de vídeo 3D interativas e processamento de sinais multimídia.

Aspectos técnicos em transmissão de TV3D

A digitalização dos sistemas de televisão terrestre veio para substituir o sinal de vídeo analógico por um sinal de vídeo digital de alta definição. Também conhecido por HDTV (High-Definition Television), sua percepção visual é muito melhor em comparação com a da TV de definição padrão. Por outro lado, a tecnologia de vídeo 3D já está no mercado dentro de televisores e aparelhos de Blu-Ray Disc, utilizando o sistema estereoscópico. Esta tecnologia, chamada de TV3D, tem sido altamente motivada pelo sucesso de filmes 3D nos cinemas, por fornecerem novas experiências visuais para os espectadores. Esta apresentação mostra os atuais esforços técnicos para levar sinais de TV3D gratuitamente para os lares domésticos através do sistema de televisão digital. Estudos e normalização da difusão da TV3D têm sido publicados principalmente pelo projeto DVB.


Graça Bressam

Graça Bressan concluiu o doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em 1986. Atualmente, é professora doutora do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da EPUSP. Foi professsora do Instituto de Matemática e Estatística da USP, onde fez graduação e mestrado; gerente de software da Scopus Tecnologia, na qual coordenou projetos de sistemas operacionais e firmware para microcomputadores; e gerente de divisão de software no Centro Tecnológico para Informática, atual CenPRA. Orientou três dissertações de doutorado e 13 dissertações de mestrado na área de Engenharia Elétrica. Recebeu o Prêmio Décio Zagottis e tem participado de projetos de pesquisa financiados por FAPESP, FINEP, CNPq e RNP, alguns deles como coordenadora. Atua na área de Engenharia de Computação, com ênfase em Sistemas Distribuídos, Redes de Computadores, Multimídia em Rede e Aprendizado Eletrônico. Tem trabalhos nacionais e internacionais em congressos, livros e revistas relacionados aos temas: ensino a distância, internet, redes de computadores, segurança em redes, sistemas distribuídos, ambientes de computação distribuída, vídeo sob demanda, vídeo conferência, TV Digital, IPTV, análise de desempenho, sistemas operacionais e comércio eletrônico.

Personalização e recomendação sensíveis ao contexto de programação para TV Digital Interativa

Com o estabelecimento da televisão digital móvel e interativa, há um número crescente de canais de televisão e de serviços interativos sendo disponibilizados. Esta grande variedade de canais e serviços aumenta a dificuldade dos telespectadores em selecionar conteúdo de interesse. Neste cenário, a personalização e recomendação de programas e serviços podem ser realizadas utilizando diferentes fontes de informação. Uma fonte de informação tradicional seria um perfil de usuário, que poderia ser estático e pré-configurado pelo próprio usuário; ou dinâmico, sendo inferido pelo comportamento de interação do usuário com o sistema. Outra fonte potencial de informação seria o local e as configurações do televisor. Esta palestra apresentará trabalhos desenvolvidos na personalização de EPG (Guia Eletrônico de Programação - Eletronic Program Guide), utilizando o perfil do usuário informado e inferido, com o uso das interações do usuário e de informações colaborativas de outros usuários que assistiram aos programas anteriormente. Para a classificação de todas as fontes de informação, foram utilizados os conceitos de sistemas sensíveis ao contexto (Context-Aware) e metodologias de Inteligência Artificial (Machine Learning).


Liliana Nakonechnyj

É a atual presidente da SET, diretora de Engenharia de Transmissão e Apoio às afiliadas da TV Globo e participante do Fórum Brasileiro de TV Digital. Engenheira de telecomunicações formada pela PUC-RJ, trabalhou na interiorização da televisão analógica no Brasil e no desenvolvimento e implantação de novas tecnologias de transmissão. Desde 1994, esteve envolvida nos estudos para a introdução da TV digital em nosso País. Atualmente, dedica-se à implantação da TV Digital no Brasil.

O Futuro da TV Terrestre

Nesta palestra, a Doutora Liliana apresentará a iniciativa denominada FOBTV (Future of Broadcast Television - O Futuro da Televisão Terrestre). O FOBTV tem como objetivo acelerar a colaboração global que levará a um desenvolvimento de estratégias comuns para o futuro da televisão terrestre e para trocar informações sobre tecnologias sobre as áreas de radiodifusão terrestre, eletrônica de consumo e tecnologias de redes. A primeira reunião ocorreu na China, em novembro deste ano, e os resultados deste evento serão discutidos na palestra.


Lisandro Zambenedetti Granville

Lisandro Zambenedetti Granville é professor associado no Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil. Ele é Diretor Geral do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias da Informação e Comunicação (CTIC) do Governo Federal Brasileiro. É diretor dos Grupos de Interesses Especiais e Eventos, Diretor da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e é membro do Comitê de Internet Brasileira (CGI.br). Ele serviu como um membro TPC (2003-2011), general copresidente (2004) e membro do Comitê Diretivo (2005-2011) para o Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC). É membro do comitê de programa para Noms / IM, DSOM / CNSM, LANOMS e APNOMS. Lisandro também foi vice-coordenador do comitê de programa TPC para DSOM 2007 e Noms 2010, vice-coordenador de programa para a CNSM 2010 e vice-coordenador do ICC CSSMA2011. Lisandro é, ainda, copresidente da oficina futuro do ICC 2012 e representante do CNOM para a GLOBECOM 2012.

Ações brasileiras em TV Digital no contexto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação.

Nesta apresentação serão relatados os projetos em TV Digital brasileiros desenvolvidos no contexto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC). Serão apresentados tanto projetos já encerrados, enfatizando, nesse caso, os resultados obtidos, quanto projetos em andamento, cujos resultados preliminares já podem ser observados. O objetivo da apresentação é mostrar ao público como os projetos no CTIC tem sido gerenciados e, principalmente, descrever a competência nacional no assunto, com vistas a possíveis colaborações internacionais no tema de TV Digital.


Luís Geraldo Meloni

Luís Geraldo Meloni é professor doutor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil. Possui doutorado em Engenharia Elétrica em Automação pela Université de Nancy I (1985), França, e é mestre (1982) e graduado (1980) em Engenharia Elétrica, ambos pela Universidade Estadual de Campinas. Possui ampla experiência acadêmica e na indústria de Telecomunicações, atuando como coordenador do Grupo de Trabalho do Canal de Interatividade junto ao Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Ele tem trabalhado no Processamento de Sinal Digital desde 1982 e participou de vários projetos utilizando processadores de sinal digital e FPGA na academia e em empresas privadas. Lecionou na Universidade de Brasília (1990-1993) e atualmente na Universidade Estadual de Campinas, onde tem trabalhado em alguns temas de pesquisa no Laboratório de Processamento Digital de Sinais: novas tecnologias para comunicações sem fio, tecnologias de middleware de TV digital e canal de retorno, codificação de áudio e de fala, voz sobre IP, reconhecimento de fala e desenvolvimento de software para o ensino e aprendizagem através da Internet. Possui diversas publicações em revistas internacionais e simpósios e atua como instrutor em programas de educação continuada para profissionais de telecomunicação.

Cenários Avançados de Transmissão de TV Digital

Esta apresentação relaciona as previsões de cenários para transmissão digital com foco nos avanços das tecnologias de transmissão, bem como nas técnicas de codificação. Espera-se, até o final desta década, alcançar a capacidade de transmitir até dez canais HDTV em um canal de 6 MHz de largura de banda. Isso abre a possibilidade de programação de vários canais, bem como a codificação de vídeo de alta qualidade em 4k. Serão discutidos, também, outros cenários esperados, incluindo a possibilidade de TV Digital 3D sem o suporte de óculos, internet de banda larga conectada à TV Digital, dispositivos móveis com processamento de alta potência e a convergência dessas tecnologias.


Luiz Fernando G. Soares

Formado em Engenharia Elétrica - Eletrônica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, obteve o mestrado em Engenharia Elétrica pela mesma universidade, assim como o doutorado em Informática. O pós-doutorado em Ciência da Computação foi obtido pela École Nationale Superieure des Télécommunications, Paris. É professor titular do departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foi presidente da área de computação na CAPES, de 1991 a 1995; membro do Conselho de Assessores de Ciência da Computação (CA-CC) do CNPq; vice-presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e vice-presidente do Laboratório Nacional de Redes de Computadores (LARC). Atuou como professor Associado da Universidade Blaise Pascal (Clermont Ferrand-França), em 2001; foi pesquisador visitante da IBM, no Centro Científico Rio, de 1987 a 1989; e engenheiro projetista da Computadores Brasileiros - COBRA/SA, de 1978 a 1979. Foi representante da comunidade científica no Conselho do Grupo Gestor da Internet no Brasil e membro do seu Conselho Administrativo. Foi o responsável pelo desenvolvimento do middleware Ginga-NCL do Sistema Brasileiro de TV Digital e da Recomendação ITU-T para serviços IPTV. É o atual representante da academia no Módulo Técnico da Câmara Executiva do Fórum de TV Digital Brasileiro e de seu Conselho Deliberativo. É coeditor do H.761 WG 16 no ITU-T e Coordenador do GT de Middleware do Fórum SBTVD. Suas áreas de interesse são: Sistemas Multimídia e Sistemas Hipermídia, Redes de Computadores e TV Digital, nas quais possui vários livros e artigos publicados no Brasil e no exterior.

Ginga Nova Geração

Serão apresentados a arquitetura do Ginga para os serviços terrestres de televisão IPTV e de TV conectada e os novos recursos oferecidos pela próxima versão do NCL, o NCL 4.0, incluindo: melhor suporte a aplicações sensíveis ao contexto, a dispositivos de múltiplas exibições, a dispositivos de entrada multimodal e aplicações 3D. Também serão abordados pesquisas e desenvolvimentos em novas ferramentas de autoria, em especial modelos de criação, e a interoperabilidade entre o Ginga e outros middlewares, em particular BML e LIME.


Marcelo Knörich Zuffo

Engenheiro Eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1989), mestre em Engenharia Elétrica (1993), doutor em Engenharia Elétrica (1997) e livre-docente na especialidade Meios Eletrônicos Interativos pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2001). É Professor Titular (2006) junto ao Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Tem atuado junto ao Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) coordenando pesquisas e desenvolvimentos na área de Meios Eletrônicos Interativos, com foco nos seguintes temas: Engenharia de Meios Interativos, Saúde Digital, Computação de Alto Desempenho, Realidade Virtual, Computação Gráfica e Visualização. Em 2001, desenvolveu o primeiro sistema de Realidade Virtual totalmente imersivo no Brasil, denominado CAVERNA Digital. É coordenador da Rede de Telemedicina Onconet. Foi Coordenador Internacional da ACM-SIGGRAPH em 2000 e é coordenador científico do LEA (Laboratório de Ensaios e Auditoria) da ICP Brasil. Tem participado ativamente na definição do Sistema Brasileiro de TV Digital SBTVD e foi agraciado com o Prêmio Personalidade em Inovação Tecnológica pelo Sindicato de Engenheiros do Estado de São Paulo, em 2006. Foi agraciado, também, com a Medalha Mérito Tamandaré pela Marinha Brasileira em 2008 e com a Medalha da Vítória pelo Ministério da Defesa em 2009. Foi coordenador geral do ACM Web3D em 2010 e faz parte do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital desde 2007, compondo o Conselho Deliberativo e o Módulo Técnico e coordenando a norma de Segurança para TV Digital.

Televisão Imersiva

A cada dia o sistema de televisão digital se torna mais imersivo e as tecnologias de realidade virtual mais acessíveis. Em sua palestra, o professor Marcelo Zuffo vai apresentar um panorama histórico sobre a evolução dos sistemas de televisão, assim como dos sistemas de realidade virtual e apresentará os seus pontos de convergência. Algumas inovações tecnológicas e contribuições científicas serão apresentadas. Serão discutidas as perspectivas tecnológicas e de aplicação das tecnologias para aceleração do desenvolvimento na área das tecnologias de informação e comunicação. E, finalmente, serão abordados tópicos que podem ser objeto de pesquisa conjunta entre os países que adotaram o ISDB como plataforma tecnológica.


Regis Rossi Alves Faria

Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990), mestrado (1997) e doutorado (2005) em Engenharia Elétrica (Sistemas Eletrônicos) pela Universidade de São Paulo. Pós-doutorado na Linköpings Universitet (Suécia, 2009) e na University of Sheffield (Inglaterra, 2010). É professor doutor no Departamento de Música da USP (FFCLRP-USP), campus Ribeirão Preto. Pesquisador Associado no Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da USP (LSI-EPUSP), onde coordena o Núcleo de Engenharia de Áudio e Codificação Sonora (NEAC). Tem experiência na área de Engenharia Eletrônica, com ênfase em Processamento de Sinais, atuando principalmente em Engenharia de Áudio, Computação Musical, Codificação Sonora, Áudio Espacial, Sistemas Interativos e TV Digital. Participa do Módulo Técnico do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), é conselheiro da AES Brasil (Audio Engineering Society) e membro da Comissão Especial em Computação Musical da Sociedade Brasileira de Computação (CECM-SBC).

Problemas e prognósticos para áudio em DTV

O áudio digital multicanal é uma realidade técnica, mas visivelmente ainda pouco aproveitada na TV Digital, caminhando a passos lentos tanto na fase de produção, dentro do domínio dos produtores de conteúdo, quanto na fase de radiodifusão e consumo. Isto ocorre tanto devido a fatores culturais, como por desafios técnicos. Analisamos estas questões e outras, como o gerenciamento de volume, conhecido problema em televisão para quem troca de canal e encontra desníveis, e as soluções que se encaminham tanto no domínio do ISDB quanto de outros padrões de DTV. Abordaremos, ainda, alguns prognósticos em serviços especiais e formatos de apresentação sonora compatíveis com o legado de transmissão, mas que ofereçam suporte às novas tecnologias de vídeo 3D.


Roseli de Deus Lopes

Professora associada do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP). Possui graduação, mestrado, doutorado e livre-docência em Engenharia Elétrica pela EPUSP. Foi vice-diretora (2006 a 2008) e diretora (2008 a 2010) da Estação Ciência (Centro de Difusão Científica, Tecnológica e Cultural da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP). É pesquisadora do Laboratório de Sistemas Integráveis da EPUSP desde 1988, no qual é líder do Grupo de Pesquisa em Meios Eletrônicos Interativos (que envolve computação gráfica, processamento digital de imagens, técnicas e dispositivos de interação homem-computador, realidade virtual e realidade aumentada). Coordena projetos de pesquisa na área de Meios Eletrônicos Interativos, com ênfase em aplicações voltadas para Educação e Saúde, e projetos de divulgação científica voltados à identificação e desenvolvimento de talentos em Ciências e Engenharia, como a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), da qual é coordenadora geral desde 2003 e responsável pela sua concepção e viabilização. É a atual coordenadora acadêmica do programa "A USP e as Profissões" da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. Faz parte do grupo de trabalho de assessoria técnica e pedagógica do Programa UCA (Um Computador por Aluno), promovido pelo MEC. É membro titular do Conselho Deliberativo do Museu de Ciências da USP e membro suplente do Conselho do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp.

A televisão contribuindo para educação e entretenimento

Nesta palestra será apresentado um panorama sobre o uso de sistemas computadorizados para a educação. Serão exploradas as oportunidades da televisão para a educação, discutindo a aplicabilidade de tecnologias de TV aberta, TV conectada, interatividade e canais específicos de TV (cabo ou IP). Outras iniciativas, como TV escola e UCA (Um Computador por Aluno), serão discutidas nesta palestra.


Yuzo Iano

Possui graduação (1972), mestrado (1974) e doutorado (1986) em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, é professor adjunto MS5 do Decom/Feec/Unicamp (Departamento de Comunicações da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp). Tem experiência na área de Engenharia Elétrica, com ênfase em Telecomunicações e Eletrônica, atuando principalmente no campo das comunicações audiovisuais. Seus principais temas de interesse são: processamento digital de sinais/imagens/vídeo/áudio, HDTV, TV Digital, redes, middleware, transmissão/canalização de televisão, reconhecimento de padrões e codificação digital de sinais.

Avanços das novas gerações de sistemas de transmissão de vídeo digital - Sistemas Terrestre, Cabo e Satélite

Passada a fase de implantação das primeiras gerações de sistemas de TV Digital, novos sistemas já estão sendo propostos e testados, visando um melhor aproveitamento do espectro de frequências e uma maior gama de serviços, entre outros benefícios. Para isso, têm sido propostas técnicas avançadas de codificação de canal e uma maior flexibilidade na configuração de parâmetros dos sistemas. Discute-se qual o ganho dos novos sistemas em relação às primeiras gerações e como está sendo planejada a migração dos padrões.